Thursday, June 19, 2008
Friday, May 30, 2008
Deputado do PS defende incentivos para veículos eléctricos
O deputado socialista Jorge Seguro defendeu hoje incentivos para a instalação de fábricas e projectos de automóveis eléctricos, bem como para os consumidores que optem por este tipo de veículos, porque «há mais vida para além do petróleo».
Jorge Seguro deu uma conferência de imprensa muito original, no parque de estacionamento da Assembleia da República e junto a uma ’scooter’ eléctrica, para defender uma maior aposta nos veículos que utilizam este tipo de energia.
A este propósito, na quinta-feira, dia em que se comemorou o Dia Mundial da Energia, o deputado socialista entregou um requerimento na mesa da Assembleia da República, a questionar o Governo sobre a existência ou preparação de algum plano ou campanha de sensibilização dos consumidores em relação às vantagens ambientais e económicas das viaturas movidas a electricidade.
No requerimento, Jorge Seguro perguntava ainda se está a ser ponderado algum incentivo fiscal ou outro para a instalação de fábricas e projectos de automóveis eléctricos, bem como para os consumidores que optem por este tipo de veículos.
“Há mais vida para além do petróleo”, defendeu hoje Jorge Seguro, considerando que os veículos eléctricos poderão ser “uma grande oportunidade para a economia nacional”.
“Deve haver mais oportunidades para trabalhar os veículos eléctricos”, defendeu, preconizando igualmente “novas formas de apoio” para a aquisição de transportes menos poluentes.
Antes, Jorge Seguro ouviu atentamente as explicações do jornalista Rui Marcelo a propósito da ’scooter’ eléctrica produzida na Polónia e que começou agora a ser comercializada em Portugal.
Segundo Rui Marcelo, a autonomia da ’scooter’ pode ir até aos 80 ou 90 quilómetros, atingindo como velocidade máxima cerca de 105 quilómetros/hora.
Quanto ao tempo de recarga das baterias, não excede as quatro horas.
Os 70 cêntimos gastos por cada 100 quilómetros são uma das grandes vantagens no novo veículo.
Contudo, os motociclistas que queiram optar por esta ’scooter’ eléctrica terão de ter uma garagem, para deixar as baterias do veículo a carregar durante a noite.
Wednesday, May 7, 2008
Sunday, April 27, 2008
ZECA AFONSO
Para quem gosta e quiser recordar
Visitem e divulguem.
A MúSICA PORTUGUESA merece!
Monday, March 17, 2008
AI A POLÍTICA ! …
Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se
dissolva.
Uma solução seria metê-los a todos.

Sunday, March 9, 2008
Monday, February 11, 2008
As ” SUPER ” EQUIPAS
que afinal parece que começa a não conseguir fazer aquilo a que se propunha.
Como se não bastasse, há que comentar negativamente a PSP do Porto,
como quem quer sacudir a água do capote.
Quanto á outra “super ” equipa que teve que vir de Lisboa para acabar,
e prender os responsáveis pelos crimes da noite do Porto, pois começou mal,
não só porque chegou atrasada ( !), como tanbém porque, não deu mais sinal de vida.
Será que já regeressaram a Lisboa ?
Monday, January 28, 2008
GUERRA JUNQUEIRO - 1896
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro [.]
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. [.]
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos [.] sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, [.] vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”
Guerra Junqueiro “Pátria”, 1896.
Tuesday, January 22, 2008
AS FARPAS - 1871 . . .
”O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão
dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há
princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja
escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente naimbecilidade e na
inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a
uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como umladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”
Eça de Queirós 1871, “As Farpas”
Thursday, December 27, 2007
“OS ASSASSINOS NÃO GANHARÃO”
BENAZIR BHUTO, foi hoje brutalmente assassinada, por aqueles que defendem
“as políticas de terror dos senhores da guerra”.
Escreveu recentemente uma crónica onde dizia ” que os extremistas usarão todos
os meios sangrentos á sua disposição para atingir e impedir a democracia”.
Infelizmente tinha razão, mas a sua determinação era enorme , e deve ser recordado,
em sua memória, o que nessa crónica também disse : ” Mas eles não poderão liquidar os sonhos,
assassinar as esperanças que os paquistaneses pobres têm na democracia e num
futuro melhor”
